Meu namorado roqueiro

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Meu nome é Mario e estou no 2º colegial e apaixonado pelo Murilo, um roqueiro lindo do 3º. Sempre tive um amor platônico por ele, até o dia que descobri que ele pegava uns meninos nos rolês de rock. Claro que virei roqueiro e comecei a andar com o pessoal gótico do 2º ano. Conheci o Murilo e descobri que ele era um completo idiota, era apenas bonito e sexy, mas um babaca. Perdi todo o encanto e achei que nunca mais ia me interessar por alguém. 

Fui pro Fofinho Rock Bar, com a galera do colégio e uns amigos, estava lá bebendo absinto quando vi o cara mais lindo do mundo. Parecia o Brad Pitt como Louis, em Entrevista com Vampiro, só que loiro. Ele usava um sobretudo preto com forro vermelho bordô, sua pele era bem pálida e seu perfume irresistível. Comecei a dançar perto dele e ele parecia nem me notar, quando eu desisti de impressionar o boy e voltei pra perto dos meus amigo, ele começou a andar na nossa direção, me olhou nos olhos e seguiu pro bar, fiquei sem entender nada e continuei dançando. O “Louis” sumiu no meio das pessoas e eu desisti de tentar sair com qualquer pessoa. 

Quase na hora de irmos embora pra casa de uma menina que era relativamente próxima do bar, o “Louis” reapareceu e resolveu puxar assunto comigo. Ele era misterioso e intenso, tinha um sotaque meio estranho e andava com muita elegância. Fui educado e começamos a conversar, mas eu já não tinha mais esperança de nada. Quando o pessoal veio me chamar pra irmos pra casa da menina, convidaram o meu Louis pra ir também. Confesso que comecei a ficar nervoso aí. No caminho nós andávamos afastados dos outros, descobri que o nome dele era Adam, e ele era da Holanda e tinha vindo morar no Brasil com a família há menos de 2 anos.

Descobri que o Adam era divertido, tinha 22 anos, estava cursando design e planejando morar sozinho até o último ano da faculdade. Ele era estranhamento envolvente e amável, acho que comecei a ficar realmente apaixonado quando ele contou que deu um Corgui de presente para a irmã de 6 anos. Ele falava da irmã com muito orgulho e estava planejando de levá-la pra conhecer a Disney até o final do ano. Disse que nunca havia saído do país e que se eu quisesse poderia ir com ele e a irmã, que seria divertido. Trocamos telefone quando ele disse que tinha que ir pra casa. Nunca achei que ele fosse me ligar, mas ligou. 

Acabei dormindo na casa da menina que fomos depois do bar, quando acordei tinham algumas mensagens do Adam para sairmos, ele sugeriu suco + cinema, queria ver Thor Ragnarok. Corri pra casa e depois encontrei o Adam. Passamos uma tarde incrível, conversamos bastante e fomos ver o filme, ele já tinha comprado os nossos ingressos, achei isso o máximo. Quando estávamos indo pro cinema, ele me puxou pelo braço e me deu um beijo de cinema, no meio do corredor do shopping. Todo mundo olhou, mas eu já estava acostumado com esse olhar julgador. Ele me abraçou e falou no meu ouvido: me desculpe, mas queria ter feito isso desde ontem.

Entre beijos e amassos, vimos o filme. Rimos muito e formamos um belo casal vendo o maravilhoso do Thor. O Adam ficava repetindo as frases engraçadas só pra me ver rir de novo. Depois do filme, fomos pra Pão de Ló comer sobremesa, nunca tinha ido naquela padaria, só conhecia a Bella Paulista como 24h ali por perto. O Adam conhecia a cidade melhor que eu, e olha que nasci em São Paulo e nunca sai daqui. Eu que deveria conhecer tudo. 

Nos vimos mais algumas vezes durante a semana e marcamos de ir no Parque Ibirapuera no domingo, e ele levou a irmã para o nosso piquenique. Entendi o motivo de tanto amor por ela, com 6 anos ela era mais esperta que eu com 17, era carismática e cheia de energia, não deixava que as suas “limitações” a impedissem de ser criança e de ver a beleza no mundo. Seus cachos dourados era a sensação entre as mães e avós que passavam por nós. A Meggie me amou e eu a amei, ela era simplesmente encantadora e disse que seríamos amigos para sempre. Achei aquilo tão fofo e acho que eu havia “passado” no “teste” do Adam, se a irmã dele gostasse de mim e eu dela, poderíamos namorar. 

Continuamos saindo por mais uns 2 meses, indo pra bares, parques, cinema, shopping, balada e etc. Um belo dia o Adam me chamou pra jantar, disse que não teria aula naquele dia e tinha escolhido um restaurante italiano pra gente experimentar. Cheguei no shopping Cidade São Paulo e ele estava me esperando na entrada, fomos jantar no Andiamo, e a comida de lá é bem incrível. Quando saímos do restaurante, paramos na Gelato Boutique para a sobremesa e quando estávamos indo pra escada, ele me para e fala super sério que tinha que me dizer uma coisa. Fiquei em choque e esperando o pior, fomos até o cinema e ele colocou o potinho de sorvete no chão e pegou a mochila, caçou algo no bolso da frente e me olhou sorrindo e perguntou: quer namorar comigo?

Meu mundo parou, não havia mais nada a não ser ele. Eu fiquei sem reação, com cara de bobo, sem conseguir decidir se eu o beijava, se abraçava, se chorava ou saia correndo. Até que consegui respirar e agarrei ele e dei um super beijo. Ele tinha comprado as nossas alianças, e acertou no tamanho do meu dedo, olhei dentro dela e tinha o nome dele gravado e a data que fomos ao cinema pela primeira vez. Marcamos de conhecer nossas famílias, ele disse que a mãe dele era mais complicada que o pai, mas que ela era legal. Eu disse que em casa todos são bem tranquilos por eu ser gay, e que iriam amar conhecê-lo, já que eu nunca estive tão envolvido com alguém. 

No sábado fui jantar na casa dele para conhecer a família, a mãe era de poucas palavras, mas o pai compensava isso. O pai me contou que eles se mudaram pro Brasil por causa do trabalho, pois a empresa havia aberto uma filial em São Paulo e ele tinha um cargo de confiança e gestão, e deveria assumir a filial. Contou também que o Adam foi o mais relutante em vir, mas que a Meggie ajudou a convencê-lo. Depois do jantar fomos nós quatro jogar videogame, a mãe dele preferiu ficar vendo novela. Conhecendo melhor o Thord (pai), vi de onde o Adam puxou sua beleza e jeito leve de viver a vida. O Thord era um quarentão de dar inveja, alto, forte, com barba ruiva e cabelo preso em coque, ele deveria fazer uns ensaios de modelo pra alegar a vida de muita gente. O Adam era o pai, só que mais novo e um pouco mais magro (menos fortão).

Bem, depois eu conto como foi a nossa primeira vez e como foi para o Adam conhecer a minha família.

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