O dia que sai com o barbeiro

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Todas as manhãs quando estou indo pro metrô, encontro um barbeiro no caminho e sempre rola aquela troca de olhares entre nós, mas nunca nos falamos. No começo eu achava que era meu tesão falando mais alto, mas eu sei que pelo jeito que ele me olha, ele quer alguma coisa. 

Hoje enquanto eu estava indo pro metrô, como de costume, o vi vindo na direção contrária. Ele não é do tipo que chamaria a atenção de quem espera por um grandão musculoso, ele é magrelo, com estilo roqueiro hardcore, deve ter por volta de 1,70 de altura, sempre usa boné com o logo da barbearia e roupas pretas. Ele estava excepcionalmente lindo, a calçada estava quase sem ninguém e ele veio me olhando nos olhos, e quando fomos nos aproximando o mundo parecia que era só nosso. Mas eu desviei olhar, sou meio tímido para iniciar qualquer conversa.

Ele passou me olhando, primeiro os olhos e depois tudo. Sustentei o olhar enquanto pude, depois olhei pro chão. Ele passou e eu olhei para trás, ele também olhava. Continuei andando e feliz pelo “flerte” que fizemos. Decidi que quando eu voltasse, pararia na barbearia para tentar descobrir o nome dele e, quem sabe, até fazer a barba.

Sai mais cedo do trabalho e nem fui pra faculdade, fui direto na barbearia decidido de que eu entraria e pediria um horário com ele. Mas a sorte estava a meu favor, quando eu estava chegando perto, vi que ele estava na calçada conversando com outro cara da barbearia. Toda minha coragem fugiu e eu decidi que era melhor ir pra casa. Fiquei olhando para ele enquanto andava e ele falou alguma coisa pro cara e começou a andar na rua, sentido minha casa. Achei estranho, mas continuei andando, passei pela barbearia e pelo cara e segui em frente.

Ele diminuiu o passo até que eu o alcançasse, quando eu estava passando do lado dele ele falou “oi”. Fiquei sem reação e só acenei com a cabeça, devo ter feito cara de quem bateu a cabeça na pia. Ele puxou assunto falando que estava indo pro mercado e eu disse que estava indo pra casa. Ele também estava nervoso, aí eu disse: também tenho que ir no mercado, mas quero deixar minha mochila em casa. Ele disse que me acompanhava até em casa, se eu quisesse. Aceitei. 

Parei no meu prédio e falei pra ele esperar. Pedi pro porteiro se ele podia ficar com a minha mochila pra eu ir no mercado e voltei pra rua. No caminho pro mercado descobri que o apelido dele era Du. Estávamos perto do mercado quando ele parou em frente a uma loja fechada, puxou a minha mão, me agarrou e beijou. Foi um dos melhores beijos da minha vida, fiquei completamente perdido nele. Quando ele parou de me soltou um pouco, eu o agarrei e o beijei com mais intensidade (quase desespero).

Passei a mão por todo o corpo dele enquanto nos beijávamos, peito, braços, costas, cintura, coxas e, finalmente na rola. Ela estava dura, era grossa, fazia um volume gigante na calça, e ele fazia pressão contra a minha coxa. Eu estava ficando louco de tesão. Por mim, tirava a calça dele ali mesmo e chupava aquela rola bem gostosa, e estava quase fazendo isso, quando ele me impediu com um sorriso safado e disse que era melhor irmos ao mercado. 

Demos um tempo até o tesão baixar e o volume sumir das nossas calças. Fomos ao mercado, eu inventei qualquer coisa pra comprar. No caminho de volta, nos agarramos novamente. Ele me deixou na porta do prédio, nos beijamos e ele pediu meu telefone. Já o chamei no Whats pra guardar o contato, e disse que poderíamos sair qualquer dia, e ele topou. Disse que também morava no bairro e que podíamos nos ver sempre, na minha casa ou na dele.

Disse que podíamos fazer algo hoje a noite para nos conhecer melhor, e ele topou. Marcamos uma pizza aqui em casa e tô esperando ele mandar mensagem avisando que tá vindo pra cá. Depois eu conto como foi o nosso “encontro”. Espero que a pegada dele na cama seja tão incrível ou melhor do que foi na rua. Du, você fez com que eu me sentisse tão seguro contigo, que estou brevemente apaixonado por ti.

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